domingo, 22 de janeiro de 2012

Gatos: Pobres, Porém Livres...






Quando pequena não tive muito contato com gatos, acho que um dos principais motivos foi por minha mãe não simpatizar muito com eles.

 Ela era do time que achava que gatos são ‘ladrões e traiçoeiros que entre um carinho e outro te arranhava na maldade’. Bom, acho que muitas pessoas pensam assim até hoje, por isso não posso culpá-la por julgar assim um animalzinho, é um pré-conceito muito comum, diga-se de passagem.


 Passei anos da minha vida tendo apenas cachorros e gosto demais deles! Prefiro os de grande porte, mas já tive de vários tamanhos. Porém que mais me cansaram eram os menores, por serem mais agitados e eu, como uma humana já adulta muito quieta e que gosta da solidão planejada, não me adaptei a toda essa energia e marra de um cachorro de pequeno porte.

 Minha primeira experiência com um gatinho foi quando eu tinha uns sete, oito anos e sinceramente desaconselho os pais a darem um gatinho pra uma criança nessa idade, se os prórpios pais já não forem amantes de bichanos.

 Criança tem muita energia, quer gastar, brincar, rolar... gatinhos, apesar de serem curiosos e brincalhões, ainda preservam em si o comportamento felino padrão: independência e auto respeito como individuo.
 O que pra uma criança é interpretado, assim como por muitos adultos, como uma espécie de desprezo: ‘Gato não gosta de gente, o gato é interesseiro, o gato só gosta da casa’.

 Ouço isso o tempo todo e sempre que escuto percebo que tenho diante de mim uma pessoa completamente ignorante, se equiparando com o mesmo tipo de gente que diz que gatos transmitem asma (por causa do ronronar). Às vezes até tento conversar e explicar que não é bem assim, que precisam ler mais a respeito, conversar com quem realmente tem um gato pra explicar o comportamento deles e parar de ouvir apenas opinião de quem odeia gato e só porque tem um cachorro acho que gato é uma praga.


 Um amor não anula o outro. Aliás, amor não anula NADA, agrega.


 Um amante de cachorro, passarinho, peixe, cavalo, dizer que odeia gato me prova que não gosta de nada. Nem de gente. Gato é ser vivo, sente dor e sofre como qualquer outro animal e assim como outro bicho tem suas características e definições próprias.

 ...Como as pessoas em geral, em países diversos, em várias culturas.


 Eu gosto de cachorro, eu gosto de gato, eu gosto de bicho.

 Não simpatizo com chimpanzé, mas nem por isso acho que temos que maltratar, bater, matar.


Me tornei, depois de adulta, uma apreciadora de felinos alguns anos após me casar e me mudar pro Rio de Janeiro. Depois de passar pela péssima experiência de ter um filhote de Cocker num apartamento (raça linda, carinhosa, mas muito agitada e elétrica pra famílias que moram em apartamentos) uma amiga me disse que deveríamos ter um gatinho, que um felino combinaria mais conosco, com nosso ritmo de casal sem filhos.

 Não pensei muito no assunto até uma noite que chegamos em casa, o Gui e eu, depois de um passeio no shopping.

 Ouvimos um miado estranho, por volta das dez da noite, na rua do nosso prédio. Estávamos no terceiro andar e não reconhecemos os miados como de um gato, por serem diferentes (mais exóticos X’D) dos que já tínhamos ouvido... Após minutos acreditando que eram garotos brincando na rua, ficamos em dúvida por causa da hora. Então descemos e o Gui foi verificar, percebendo que a rua estava vazia.

 Debaixo de um carro ele avistou um gatinho, que na época tinha um três meses, miando assustado. Despertamos a vontade de tirar ele dali, por medo de que alguém pudesse maltratar o bichinho. Subi e peguei um pedaço de pão, molhei no leite que o Gui usou como isca pra chamar a atenção do gatinho... funcionou. Depois de alguns minutos, desconfiado, ele finalmente saiu e seguiu o pãozinho até a portaria do prédio...

 Esse gatinho foi adotado por nós e foi batizado com o nome de Max.


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Max Brincando com Barbante e Posando pra Foto




O Max não viveu muito tempo, infelizmente. Foi envenenado por algum vizinho quando nos mudamos pra um condomínio de casa. Até hoje não sabemos quem fez tamanha maldade, mas o Max não foi o único: essa pessoa matou praticamente todos os gatos do condomínio...

 Max morreu com seis meses de idade.

 Depois do Max, percebemos que não conseguiríamos viver sem outro felino. Eles nos fazem companhia sem nem soltar um miado, só por estar perto, encostando seu corpinho quente no nosso quando estamos no sofá vendo tv, se esfregando pra dar e receber carinho, ou distraído com seus próprios assuntos e até mesmo nesses momentos nos fazem rir e desfrutar de toda a sua felinidade demonstrada através de gestos simples como se limpar... lambendo as patinhas dianteiras e ‘banhando’ a carinha...


 Adotamos então mais 3 gatinhos: Louise, Domi (Primeiro) e Puck.


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Louise, Domi e Puck



A Louise era irmã do Domi, dois gatinhos de duas semanas... mal sabiam usar a caixinha. Ela era mais esperta que o irmão e aprendeu isso no primeiro dia, o Domi demorou mais e sempre era derrubado por ela nas brincadeiras. A Puck era maior, apaixonada pelo Gui... o seguia de um lado pro outro...

 A Louise morreu pouco mais de uma semana após chegar em casa...

 A encontrei caída e estática perto do arranhador, com a coluna inclinada pra trás, quase se dobrando ao meio, os olhos fixos num único ponto, imóvel, mas ainda viva. Era quase meia-noite quando corremos pra uma clinica veterinária. Ela morreu cerca de uma da manhã... nas mãos do Gui.

 Dois dias depois foi a vez do Domi (Primeiro), morrer da mesma doença (genética, pelo que nos contou a veterinária).

 A Puck, depois de alguns dias, se tornou agressiva... atacou o Gui, mordendo e arranhando. Ela não se adaptou a casa ou a nós, decidimos dá-la a uma conhecida da minha mãe, que vivia sozinha e queria a companhia de um gatinho. Lá a Puck teve uma casa e uma dona só pra si. Cresceu, engordou e passou bem.


 Mais alguns meses e nós nos tornamos donos de um persa, o Domi (Segundo).

Esse era apaixonado pela minha mãe, que depois do Max, passou a ver gatos de uma maneira completamente diferente do olhar ignorante de quem não tem contato algum com o bichinho.


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Domi (Segundo) e Gui



O Domi a seguia por todo lugar e era mais falante com ela... Ele ficou conosco por quase dois anos.

 Infelizmente desenvolvi uma alergia ao pelo fininho do Domi e quando nos mudamos pra um apartamento novo, um lugar mais fechados que poderia me causar crises maiores, demos o gatinho pra esposa de um conhecido, que era louca por ele. Da ultima vez que tive noticias, o Domi  tinha mais mordomias que o marido e dividia a cama com os dois! XD

 E agora temos o Falcor, um gato de grande porte, que não me causa crise alérgica (nem a algumas amigas que também tem alergia a pelo de gato, incrível! Oo).


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Falcor x3




  É como eu disse... quem teve gatos nunca vai se acostumar sem um felino pra cá e pra lá fazendo companhia.

 Noto que muitas pessoas que não gostam de gatos se apaixonam pelo Falcor quando vem aqui em casa, chegam a dizer que ele mais parece um cachorro de tão amável que é. É o tipo de felino que vira de barriga pra receber carinho e que responde a todo mundo com seus miadinhos roucos e manhosos.

 A verdade é que os gatos, assim como os humanos, têm personalidades distintas. Os cachorros também são assim, quem tem mais de um sabe que o primeiro nunca será igual ao segundo... Mas quando se trata de bichanos as pessoas são intolerantes, creditam a personalidade e a independência felina a uma falta de interesse em pessoas, mentalizam um ser que só se aproxima de quem quer pra conseguir algo.


 ...Como se bicho fosse gente.


 O que faltam pra essas pessoas (as que querem se tornar mais inteligentes e sair da mediocridade de padronizar tudo) são mais informações sobre esses seres tão maravilhosos que são os gatos!

 Por isso, resolvi dividir com vocês um pouco da minha história com eles e alguns vídeos que explicam mais sobre o comportamento desses bichinhos e as experiências de quem os tem e não conseguem mais viver sem essas quatro patinhas almofadadas e quentinhas fazendo massagem em suas barrigas enquanto assistem um programa na tv.


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O Gato Como Ele é: Depoimentos de Donos e Especialistas






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 Documentário Discovery Channel: Um Olhar Científico

 


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Falcor – Nosso Gatorro! XD

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 Espero sinceramente que esse post seja lido por pessoas relevantes e inteligentes, que possam ver os gatos com outros olhos.

 Naqueles que precisam continuar olhando os gatos da maneira como querem ver, refletindo os seus próprios defeitos como num espelho, não espero mudar nada.


...Só lamento a existência de seres humanos tão limitados.






***




 "Bichos polêmicos sem o querer, porque sábios, mas inquietantes, talvez por isso. 

 Nada é mais incômodo que o silencioso bastar-se dos gatos. O só pedir a quem amam. O só amar a quem os merece. O homem quer o bicho espojado, submisso, cheio de súplica, temor, reverência, obediência. O gato não satisfaz as necessidades doentias do amor. Só as saudáveis. 
 Lembrei, então, de dizer, dos gatos, o que a observação de alguns anos me deu. 

 Quem sabe, talvez, ocorra o milagre de iluminar um coração a eles fechado? Quem sabe, entendendo-os melhor, estabelece-se um grau de compreensão, uma possibilidade de luz e vida onde há ódio e temor? Quem sabe São Francisco de Assis não está por trás do Mago Merlin, soprando-me o artigo?

 Já viu gato amestrado, de chapeuzinho ridículo, obedecendo às ordens de um pilantra que vive às custas dele? 

 Não! Até o bondoso elefante veste saiote e dança a valsa no circo. 

 O leal cachorro no fundo compreende as agruras do dono e faz a gentileza de ganhar a vida por ele. O leão e o tigre se amesquinham na jaula. 

Gato não. Ele só aceita uma relação de independência e afeto. E como não cede ao homem, mesmo quando dele dependente, é chamado de arrogante, egoísta, safado, espertalhão ou falso. "Falso", porque não aceita a nossa falsidade com ele e só admite afeto com troca e respeito pela individualidade. 

O gato não gosta de alguém porque precisa gostar para se sentir melhor. Ele gosta pelo amor que lhe é próprio, que é dele e ele o dá se quiser.

 O gato devolve ao homem a exata medida da relação que dele parte. Sábio, é espelho. O gato é zen. O gato é Tao. Ele conhece o segredo da não-ação que não é inação. Nada pede a quem não o quer. Exigente com quem ama, mas só depois de muito certificar-se. Não pede amor, mas se lhe dá, então ele exige. 

 Sim, o gato não pede amor. Nem depende dele. Mas, quando o sente, é capaz de amar muito. Discretamente, porém sem derramar-se. O gato é um italiano educado na Inglaterra. Sente como um italiano mas se comporta como um lorde inglês.

 Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. 

 O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. 

A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso , quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. 
 É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.

O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode (ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós). Se há pessoas agressivas em torno ou carregadas de maus fluidos, ele se afasta. Nada diz, não reclama. Afasta-se. 

 Quem não o sabe "ler" pensa que "ele não está ali. Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.

O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluidos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato é um monge portátil à disposição de quem o saiba perceber. Monge, sim, refinado, silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado. 

 O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante , à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas.

 O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção. Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação, quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. 

 Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato! Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos.

 Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata. Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo. 

 O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo.

 Lição de saúde sexual e sensualidade. 

 Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias.

 Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal. 

 Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. 

 Lição de salto. 

 Lição de silêncio. 

 Lição de descanso.

 Lição de introversão. 

 Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra.

 Lição de religiosidade sem ícones. 

 Lição de alimentação e requinte. 

 Lição de bom gosto e senso de oportunidade. 

 Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências.


O gato é uma chance de interiorização e sabedoria posta pelo mistério à disposição do homem."

                                                                             
 -- Artur da Távola 



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21 comentários:

Marluce disse...

Olá, me identifiquei totalmente com o seu texto, também não era chegada a gatos pois minha mãe não gostava. Só fui ter meu primeiro depois de casada e minha mãe passou a falar que não gostava de gatos, menos o Cookie e o Kiko rsrsrsrs
Também acho um absurdo o que ouço de pessoas preconceituosas sobre os felinos, engraçado que todos os que falam isso ou nunca tiveram um, ou simplesmente dizem que tiveram, mas tinham a falsa idéia de ter um gato pois só davam comida e mantinham ele perambulando na rua.
É exatamente o tipo de pessoa que constantemente fala as frases plastificadas "Só podia ser no Brasil" "Tinha de ser brasileiro" Sendo que nunca moraram no exterior (morar é bem diferente de visitar) e a grande maioria sequer saiu do país.
Bjs

nall disse...

cara...
quem mata um bichinho não tem coração.
eu não confio em quem não gosta de bicho u.u

eu nunca tive gatos, mas lembro q quando era criança, minha tia tinha alguns.
mas não resisto ao ver um gatinho onde quer q seja. eu já saio chamando XD

filhotes lindos btw =3 tenho certeza q todos tiveram (e felizmente alguns ainda tem!) uma ótima vida!

Fran Briggs disse...

Marluce -- Exatamente isso, é o falar sem real conhecimento de causa! Vamos combinar que atribuir termos como 'maquiavélico e maldoso' pra um bichinho e exagerar demais na capacidade que ele tem que arquitetar alguma coisa pra nos prejudicar... :/

Nall -- Cara... eu detesto gente que maltrata bicho, em alguns casos é pior que maltratar pessoas, pelo menos ser humano sabe se defender como pode, mas os bichinhos... -_-'

E confesso que dá mais raiva o povo glorificar o cachorro pra depreciar o gato. Cada bicho é de um jeito, poxa! Acaso comparam cavalos a elefantes? ¬¬

Fernando Buson disse...

O Falcor é lindo demais!! *.* Eu tenho 3 gatos: Teobaldo, Teodora e Espoleta. Os dois primeiros vieram da gestação de outra gatinha nossa que fugiu após ambos não largarem as tetas da pobre coitada. Não aguentou e caiu no mundo. Literalmente... Ela pulou a janela e nunca mais vimos.

A Espoleta minha mãe encontrou na rua. Todos que passavam ela pedia atenção. Tinha mais pulga que gato ali, uma dó. Ela disse que enquanto resgatava a gata, uma senhora passou e disse que "esses bichos não prestam. Devia matar tudo!". Revoltante.

Se é pra falar mal de gatos que não fale perto de mim. Não discuto, mas prefiro não ouvir. É incrível que ao dizer que gosta de gatos parece que algumas pessoas até te olham diferente. Voltamos para a Idade Média e ninguém me contou?!

Uma pena o que houve com seus bichanos anteriores. Todos muito lindos. Tive uma que morreu de forma misteriosa. Acreditamos que tenha sido picada por algum animal. O irônico é que ela morreu no mesmo lugar em que a encontramos, meses depois.

Mais uma vez, parabéns pelo "grandão" aí!

Sonnet Ayashy disse...

amei, amo bichos e não me dava com gatos apesar deles sempre me escolherem, mas meu amor por todos os animais se estendeu a eles, me conquistaram, minha mae tem a jabulani e a sophia, as coisas mais lindas e apaixonantes...e apaixonadas pelo meu noivo. Adorei o falcon meu noivo diz que ele parece o snarf dos thundercats.

Helen Delbem Millard Motta disse...

Nossa... falou de mim. Adorei. Amo minha gatinha Lilica loucamente e agradeço ao meu marido por me mostrar do que os gatos são capazes de fazer em nossas vidas.

Angelica disse...

Eu já tive 12 gatos de uma vez! É uma experiência e tanto! Não parava uma cortina inteira... rsrsrsrs... Infelizmente passei pela mesma tristeza que você, a maioria foi morta por vizinhos, pessoas (?) que não gostavam de gatos principalmente pelo barulho que faziam quando estavam no cio... Nessa época tb tivemos um husk, o Thor, que era apaixonado por um dos gatinhos, vivia lambendo e abraçando o bichinho (esse gatinho era muito paciente,rsrsrsrsrs.

Agora tenho apenas 2 cachorrinhas SRD - lindas, amorosas e sapecas. Mas sinto falta de ter gatinhos correndo e brincando por aqui - porque, ao contrário do que diz o texto de Artur da Távola, os meus gatinhos viviam correndo pela casa, aprontavam todas! :-)

Luiza disse...

gatos são lindos, bichos são lindos, amo todos!

a meg está comigo desde que eu tinha 10 anos. não sei nem como é viver sem ela.
eu fico muito brava quando ouço alguém falar mal de gatos, pois convivo com eles desde que nasci e sei que a maioria dos gatos é melhor que muita gente. e gente que acha que tem que jogar o gato fora quando fica grávida? absurdo. minha mãe ficou grávida três vezes e eu e minhas irmãs nascemos todas saudáveis.

infelizmente, acho difícil acabar com esse preconceito das pessoas com qualquer tipo de animal. como bióloga, eu vejo todo tipo de coisa. se é inseto, mata, se é feio, é perigoso, se te observa, é do mal. as pessoas são ignorantes assim principalmente por considerar animais inferiores a nós, acham que não precisam se importar se eles sofrem nem nada disso.

eu sei é que quem consegue fazer mal a um bichinho indefeso e ainda achar normal só pode ser a pior das pessoas. eu tenho pena até de pisar em formiga, desvio, e as pessoas me acham maluca. o mundo é que está maluco!

beijos :3

Fran disse...

Eu amaria ter gatos novamente, mas tenho 4 lindas calopsitas soltas pela casa. Acredito que não se dariam muito bem hehehehehehe ^^

Tive um gato quando pequena. O encontrei em uma caixinha no meio do asfalto (colocaram de propósito) ainda com os olhinhos fechados. Amamentei com uma seringa, depois com uma chuquinha e sua primeira refeição sólida foi purê de batatas XD
Eu chegava da escola e ele estava lá, na porta de entrada esperando por mim. Ao me ver, corria para o sofá afim de pular em minhas pernas.
Fui muito feliz com ele! Sinto saudades (ele faleceu velhinho, de insuficiência renal)

o Falcor é sortudo por ter vocês como companheiros! Que Deus abençoe essa doce família!

Fran disse...

Acredito que não seria muito bom adotar um gatinho com 4 calopsitas soltas, zanzando pela casa! huahuahuhauhauh Não daria certo! ^^

Amo gatos, desde pequena.
Tive um aos 7 anos. O encontrei em uma caixa, no asfalto, de olhos ainda fechadinhos. Amamentei com seringas, depois passei a dar chuquinha e sua primeira refeição sólida foi purê de batatas.

Fui muito feliz com ele!
Me esperava chegar da escola para correr e pular em minhas pernas. Brincávamos de pega-pega, bolinhas, de pescar (eu o pescava). Dormia comigo, no quarto, sobre uma gata de pelúcia gigante.

Ele morreu velhinho, com insuficiência renal (por causa da idade).
Sinto muita saudades!

O Falcor é sortudo por ter vocês como companheiros de vida! Que Deus abençoe essa doce família!

abraços

Gabriel Sathler disse...

Eita, eu sou mais um que nunca tive a oportunidade de ter gatos por causa da mãe. Hoje moro sozinho, mas estudo o dia inteiro e moro num hotel onde não é permitido, mas se eu for numa festa e tiver um gato por perto, eu dou mais atenção a ele do que o dono da festa! hahaha! Ótimo post! Está de parabéns!

Luiz disse...

Muito legal Fran!! Incrível mesmo. Cheguei ao post através do Facebook do Guilherme. Comigo acontece algo um pouco diferente. Alguns gatinhos frequentam o quintal da minha casa, meus pais não gostavam muito deles por causa da sujeira que fazem no quintal, mas mesmo assim nunca fizeram nada demais com eles. De um tempo pra cá, notamos que eles caçam pequenos animais e ainda que se assustem conosco de vez em quando, eles respeitam o nosso espaço quando estamos por perto.
Essa relação é muito interessante. Eles estão sempre lá, passam pelos muros, telhados, até ficam quietos quando meu pai reclama que não consegue ouvir o jornal. Minha mãe chama o mais cinsa de TOM. São animais muito respeitadores. Nós não temos animais de estimação, só estima pelos animais. :)

Juliana Carvalho disse...

Gatos são amor demais!! Eu sempre amei gatos, e tendo 4 em casa (talvez futuramente 5 XD) a gente sabe perfeitamente.

Uma vez me perguntaram como eu conseguia identificar meus gatos, já que um é preto e todos os outros são brancos, e eu sempre respondo 'repara bem e passa um tempo com eles, logo logo você nota'... cada um é cada um. Quem não está acostumado vê 3 gatos brancos, eu vejo a Duquesa (com seu olhar de gato de botas), a Mello (esguia e com comportamento de 'não me toque quando eu não quiser') e o Mozart que agora não dá pra errar que tá uma bolinha de tão gordo... mas cada um tem seu proprio jeito, comportamento e sua forma de agir!

E, se interessar a alguém, to cuidando de uma gatinha com 7 filhotes... se alguem ai depois da postagem cogitar a ideia de querer um gatinho ^^

Keu disse...

Nossa, me identifiquei muito com esse texto e quase chorei com a historia dos seus gatinhos que morreram por causa da doença. Quando eu era menor eu tive a oportunidade de ter varios gatos mas com o tempo minha mãe começou a demonstrar todo o seu preconceito para com eles, principalmente por causa do meu irmão menor que na época da minha ultima gata a Lua (que já tinha 3 anos comigo) havia nascido, então como pretexto minha mãe deu ela como desculpa que o pelo poderia fazer mal a ele, ela havia me prometido que quando ele fizesse 1 ano eu poderia ter outro mas ele ja vai fazer 4 e nada pois ela agora alega que eu só vou poder criar um gato quando eu morar na minha propria casa ¬¬ Mas um cachorro nós podemos ter... um cachorro que destroi tudo e faz xixi em tudo. Eu não o odeio, pelo contrario eu o amo e ainda cuido dele melhor do que minha mãe, mas é muito injusto. há espaço na nossa casa para um gato e um cachorro então e ela com seus julgamentos erroneos não me deixa criar um. E para piorar a minha situação, na minha familia TODOS são contra gatos e vivem aconselhando a minha mãe a não ter um apesar das minhas suplicas. Meu consolo é que 5 meses depois que ela me fez dar a Lua eu consegui um namorado que é igualmente ou mais louco por gatos do que eu e como bonus a sua familia inteira tbm é amante de gatos, eles nunca ficam sem ao menos 2 correndo pela casa =3 . então eu mato a minha saudade brincando muito com eles quando vou visitar meu namorado ^^.
mas nada do que eu fale ou faça vai fazer minha familia mudar a opinião sobre criar um gato e eu odeio isso =/

Keu disse...

O mais legal é ler os comentários e ver o nome que cada um deu aos seus respectivos gatos rsrs eu lembro que tive um gato chamado Bin Laden pq ele havia derrubado a arvore de natal da minha casa huahuhau eu só me lembro dele e da Lua =3 um de seus filhotes ficou com o meu melhor amigo, ele recebeu o nome de Dan e alguns dos gatos da família do meu namorado foram a gata Bella (pq tinha cara de enjoada mas ela fugiu) o Fofolideo (que morreu envenenado),o Branco (que tbm teve um fim trágico) e seu irmão gêmeo o Gato (Que ainda existe mas tem a incrível habilidade de brigar direto e ficar sempre cheio de mordidas)E agora na nova temporada xP temos a Nazaré (pq ela tem um instinto ruinzinho huahua) o ainda sem nome e sem rabo (tadinho nasceu sem rabo =/) a pretinha e o mariscado que eu não lembro o nome.
A Historia de como encontrei Lua é mistica. Uma gata preta em plena sexta-feira 13 de Lua cheia xD mas não sou supersticiosa, escutei seu miado de longe, ahh que saudades dela. Me lembro quando ela sumiu por 5 dias e eu pensei que ela havia morrido, quase entrei em depressão e depois ela voltou com a cara mais sínica que um gato pode ter rss abracei tanto ela e dei tantos beijos ah quantas saudades =/ parece que foi ontem que da outra ponta da rua eu a ouvi me chamando, tadinha estava no lodo com as patinhas presas e ninguém ajudava tão pequenina e cabeçuda =3 EU QUERO MINHA GATA DE VOLTA ='(

Thami' disse...

Nossa Fran, adorei o post!
Aliás, adorei o blog! rs
Eu AMO gatos, sempre gostei, mas tenho alergia. Sempre que fico perto de um bichano meus olhos ficam vermelhos, coçam, eu me coço e ainda fico espirrando. =/
Eu sempre quis ter um gatinho, minha madrinha tem um monte em casa e sempre que eu vou lá, ou na casa da minha avó, tento brincar com os mais dóceis.
Minha mãe não gosta muito de gatos e sempre brigou horrores por causa da alergia.
><'
O ruim é que eu não posso nem pensar em ter um por causa das três cadelas que eu tenho em casa. rs
Kisses.
;*

Lylian disse...

Olá Fran me chamo Lylian e quero uma informação sua. Estou completamente apaixonada por dolls e eu gostaria de saber onde você compra as suas.
Fico grata se me responder, estou parecendo uma maniaca atrás de um desses hehe

Agradeço desde já e muito sucesso.

Fran Briggs disse...

Oi Lylian, eu tenho um blog sobre dolls aqui: http://make-mereal.blogspot.com/
Nesse link tem dicas, links pro forum nacional (pra saber mais sobre dolls e links de lojas! :3)

Espero que ajude! Bejinho! <3

Guto disse...

Olá Fran! Me chamo José Augusto, mas pode me chamar de Guto, claro! Sou um fã do casal Briggs (não é só por ser seu marido não, mas o Guilherme, desde de minha infância, é disparado o melhor dublador que já ouvi! E, um fato engraçado, quando assisti Rio pelo primeira vez, na hora que ouvi a ave Nigel, exclamei: Ah, é o Briggs! rsrsrsrsrs Muito legal poder reconhecer o trabalho dele dessa forma!).
Bom, eu apreciei muito seu texto e um pouco do histórico felino de vocês! XD Também acho errado as pessoas que possuem algum tipo de preconceito quando se trata de animaizinhos! Todos amarem? Não há a necessidade! Mas o que custa respeitar, não? Acho que todos os companheiros de quatro patas nos trazem alegrias do jeito que melhor sabem fazer, com muito carinho.
O meu eterno companheiro que já se foi e até hoje deixa muitas saudades e ótimas recordações foi um cachorrinho demais de carinhoso!
Agradeço a oportunidade de participar, um grande abraço à você e ao Guilherme!

Guto

Sphynx disse...

Olá, Fran (espero que ainda venha conferir a caixa de comentários de tópicos antigos... a do meu blog eu verifico uma vez no semestre, hehe).

Eu queria perguntar: se já avançou bastante na leitura das Crônicas de Gelo e Fogo, algum dia pretende escrever um post sobre os outros volumes, como escreveu sobre o primeiro?

Pergunto isso porque, sempre que quero fazer alguém começar a ler a série, mostro aquele post neste blog sobre A Guerra dos Tronos, que sempre deixa as pessoas com vontade de ler. Então seria interessante saber a sua visão sobre os livros seguintes também.

Fran Briggs disse...

Oi Sphynx!

Pretendo sim, ainda não fiz pq to meio corrida esses meses, aliás, desde dezembro... O.o' Mas a partir de novembro devo melhorar e ter mais tempo pra escrever aqui como antes. :3