domingo, 22 de janeiro de 2012

Gatos: Pobres, Porém Livres...






Quando pequena não tive muito contato com gatos, acho que um dos principais motivos foi por minha mãe não simpatizar muito com eles.

 Ela era do time que achava que gatos são ‘ladrões e traiçoeiros que entre um carinho e outro te arranhava na maldade’. Bom, acho que muitas pessoas pensam assim até hoje, por isso não posso culpá-la por julgar assim um animalzinho, é um pré-conceito muito comum, diga-se de passagem.


 Passei anos da minha vida tendo apenas cachorros e gosto demais deles! Prefiro os de grande porte, mas já tive de vários tamanhos. Porém que mais me cansaram eram os menores, por serem mais agitados e eu, como uma humana já adulta muito quieta e que gosta da solidão planejada, não me adaptei a toda essa energia e marra de um cachorro de pequeno porte.

 Minha primeira experiência com um gatinho foi quando eu tinha uns sete, oito anos e sinceramente desaconselho os pais a darem um gatinho pra uma criança nessa idade, se os prórpios pais já não forem amantes de bichanos.

 Criança tem muita energia, quer gastar, brincar, rolar... gatinhos, apesar de serem curiosos e brincalhões, ainda preservam em si o comportamento felino padrão: independência e auto respeito como individuo.
 O que pra uma criança é interpretado, assim como por muitos adultos, como uma espécie de desprezo: ‘Gato não gosta de gente, o gato é interesseiro, o gato só gosta da casa’.

 Ouço isso o tempo todo e sempre que escuto percebo que tenho diante de mim uma pessoa completamente ignorante, se equiparando com o mesmo tipo de gente que diz que gatos transmitem asma (por causa do ronronar). Às vezes até tento conversar e explicar que não é bem assim, que precisam ler mais a respeito, conversar com quem realmente tem um gato pra explicar o comportamento deles e parar de ouvir apenas opinião de quem odeia gato e só porque tem um cachorro acho que gato é uma praga.


 Um amor não anula o outro. Aliás, amor não anula NADA, agrega.


 Um amante de cachorro, passarinho, peixe, cavalo, dizer que odeia gato me prova que não gosta de nada. Nem de gente. Gato é ser vivo, sente dor e sofre como qualquer outro animal e assim como outro bicho tem suas características e definições próprias.

 ...Como as pessoas em geral, em países diversos, em várias culturas.


 Eu gosto de cachorro, eu gosto de gato, eu gosto de bicho.

 Não simpatizo com chimpanzé, mas nem por isso acho que temos que maltratar, bater, matar.


Me tornei, depois de adulta, uma apreciadora de felinos alguns anos após me casar e me mudar pro Rio de Janeiro. Depois de passar pela péssima experiência de ter um filhote de Cocker num apartamento (raça linda, carinhosa, mas muito agitada e elétrica pra famílias que moram em apartamentos) uma amiga me disse que deveríamos ter um gatinho, que um felino combinaria mais conosco, com nosso ritmo de casal sem filhos.

 Não pensei muito no assunto até uma noite que chegamos em casa, o Gui e eu, depois de um passeio no shopping.

 Ouvimos um miado estranho, por volta das dez da noite, na rua do nosso prédio. Estávamos no terceiro andar e não reconhecemos os miados como de um gato, por serem diferentes (mais exóticos X’D) dos que já tínhamos ouvido... Após minutos acreditando que eram garotos brincando na rua, ficamos em dúvida por causa da hora. Então descemos e o Gui foi verificar, percebendo que a rua estava vazia.

 Debaixo de um carro ele avistou um gatinho, que na época tinha um três meses, miando assustado. Despertamos a vontade de tirar ele dali, por medo de que alguém pudesse maltratar o bichinho. Subi e peguei um pedaço de pão, molhei no leite que o Gui usou como isca pra chamar a atenção do gatinho... funcionou. Depois de alguns minutos, desconfiado, ele finalmente saiu e seguiu o pãozinho até a portaria do prédio...

 Esse gatinho foi adotado por nós e foi batizado com o nome de Max.


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Max Brincando com Barbante e Posando pra Foto




O Max não viveu muito tempo, infelizmente. Foi envenenado por algum vizinho quando nos mudamos pra um condomínio de casa. Até hoje não sabemos quem fez tamanha maldade, mas o Max não foi o único: essa pessoa matou praticamente todos os gatos do condomínio...

 Max morreu com seis meses de idade.

 Depois do Max, percebemos que não conseguiríamos viver sem outro felino. Eles nos fazem companhia sem nem soltar um miado, só por estar perto, encostando seu corpinho quente no nosso quando estamos no sofá vendo tv, se esfregando pra dar e receber carinho, ou distraído com seus próprios assuntos e até mesmo nesses momentos nos fazem rir e desfrutar de toda a sua felinidade demonstrada através de gestos simples como se limpar... lambendo as patinhas dianteiras e ‘banhando’ a carinha...


 Adotamos então mais 3 gatinhos: Louise, Domi (Primeiro) e Puck.


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Louise, Domi e Puck



A Louise era irmã do Domi, dois gatinhos de duas semanas... mal sabiam usar a caixinha. Ela era mais esperta que o irmão e aprendeu isso no primeiro dia, o Domi demorou mais e sempre era derrubado por ela nas brincadeiras. A Puck era maior, apaixonada pelo Gui... o seguia de um lado pro outro...

 A Louise morreu pouco mais de uma semana após chegar em casa...

 A encontrei caída e estática perto do arranhador, com a coluna inclinada pra trás, quase se dobrando ao meio, os olhos fixos num único ponto, imóvel, mas ainda viva. Era quase meia-noite quando corremos pra uma clinica veterinária. Ela morreu cerca de uma da manhã... nas mãos do Gui.

 Dois dias depois foi a vez do Domi (Primeiro), morrer da mesma doença (genética, pelo que nos contou a veterinária).

 A Puck, depois de alguns dias, se tornou agressiva... atacou o Gui, mordendo e arranhando. Ela não se adaptou a casa ou a nós, decidimos dá-la a uma conhecida da minha mãe, que vivia sozinha e queria a companhia de um gatinho. Lá a Puck teve uma casa e uma dona só pra si. Cresceu, engordou e passou bem.


 Mais alguns meses e nós nos tornamos donos de um persa, o Domi (Segundo).

Esse era apaixonado pela minha mãe, que depois do Max, passou a ver gatos de uma maneira completamente diferente do olhar ignorante de quem não tem contato algum com o bichinho.


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Domi (Segundo) e Gui



O Domi a seguia por todo lugar e era mais falante com ela... Ele ficou conosco por quase dois anos.

 Infelizmente desenvolvi uma alergia ao pelo fininho do Domi e quando nos mudamos pra um apartamento novo, um lugar mais fechados que poderia me causar crises maiores, demos o gatinho pra esposa de um conhecido, que era louca por ele. Da ultima vez que tive noticias, o Domi  tinha mais mordomias que o marido e dividia a cama com os dois! XD

 E agora temos o Falcor, um gato de grande porte, que não me causa crise alérgica (nem a algumas amigas que também tem alergia a pelo de gato, incrível! Oo).


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Falcor x3




  É como eu disse... quem teve gatos nunca vai se acostumar sem um felino pra cá e pra lá fazendo companhia.

 Noto que muitas pessoas que não gostam de gatos se apaixonam pelo Falcor quando vem aqui em casa, chegam a dizer que ele mais parece um cachorro de tão amável que é. É o tipo de felino que vira de barriga pra receber carinho e que responde a todo mundo com seus miadinhos roucos e manhosos.

 A verdade é que os gatos, assim como os humanos, têm personalidades distintas. Os cachorros também são assim, quem tem mais de um sabe que o primeiro nunca será igual ao segundo... Mas quando se trata de bichanos as pessoas são intolerantes, creditam a personalidade e a independência felina a uma falta de interesse em pessoas, mentalizam um ser que só se aproxima de quem quer pra conseguir algo.


 ...Como se bicho fosse gente.


 O que faltam pra essas pessoas (as que querem se tornar mais inteligentes e sair da mediocridade de padronizar tudo) são mais informações sobre esses seres tão maravilhosos que são os gatos!

 Por isso, resolvi dividir com vocês um pouco da minha história com eles e alguns vídeos que explicam mais sobre o comportamento desses bichinhos e as experiências de quem os tem e não conseguem mais viver sem essas quatro patinhas almofadadas e quentinhas fazendo massagem em suas barrigas enquanto assistem um programa na tv.


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O Gato Como Ele é: Depoimentos de Donos e Especialistas




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 Documentário Discovery Channel: Um Olhar Científico
 


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Falcor – Nosso Gatorro! XD

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 Espero sinceramente que esse post seja lido por pessoas relevantes e inteligentes, que possam ver os gatos com outros olhos.

 Naqueles que precisam continuar olhando os gatos da maneira como querem ver, refletindo os seus próprios defeitos como num espelho, não espero mudar nada.


...Só lamento a existência de seres humanos tão limitados.






***




 "Bichos polêmicos sem o querer, porque sábios, mas inquietantes, talvez por isso. 

 Nada é mais incômodo que o silencioso bastar-se dos gatos. O só pedir a quem amam. O só amar a quem os merece. O homem quer o bicho espojado, submisso, cheio de súplica, temor, reverência, obediência. O gato não satisfaz as necessidades doentias do amor. Só as saudáveis. 
 Lembrei, então, de dizer, dos gatos, o que a observação de alguns anos me deu. 

 Quem sabe, talvez, ocorra o milagre de iluminar um coração a eles fechado? Quem sabe, entendendo-os melhor, estabelece-se um grau de compreensão, uma possibilidade de luz e vida onde há ódio e temor? Quem sabe São Francisco de Assis não está por trás do Mago Merlin, soprando-me o artigo?

 Já viu gato amestrado, de chapeuzinho ridículo, obedecendo às ordens de um pilantra que vive às custas dele? 

 Não! Até o bondoso elefante veste saiote e dança a valsa no circo. 

 O leal cachorro no fundo compreende as agruras do dono e faz a gentileza de ganhar a vida por ele. O leão e o tigre se amesquinham na jaula. 

Gato não. Ele só aceita uma relação de independência e afeto. E como não cede ao homem, mesmo quando dele dependente, é chamado de arrogante, egoísta, safado, espertalhão ou falso. "Falso", porque não aceita a nossa falsidade com ele e só admite afeto com troca e respeito pela individualidade. 

O gato não gosta de alguém porque precisa gostar para se sentir melhor. Ele gosta pelo amor que lhe é próprio, que é dele e ele o dá se quiser.

 O gato devolve ao homem a exata medida da relação que dele parte. Sábio, é espelho. O gato é zen. O gato é Tao. Ele conhece o segredo da não-ação que não é inação. Nada pede a quem não o quer. Exigente com quem ama, mas só depois de muito certificar-se. Não pede amor, mas se lhe dá, então ele exige. 

 Sim, o gato não pede amor. Nem depende dele. Mas, quando o sente, é capaz de amar muito. Discretamente, porém sem derramar-se. O gato é um italiano educado na Inglaterra. Sente como um italiano mas se comporta como um lorde inglês.

 Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. 

 O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. 

A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso , quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. 
 É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.

O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode (ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós). Se há pessoas agressivas em torno ou carregadas de maus fluidos, ele se afasta. Nada diz, não reclama. Afasta-se. 

 Quem não o sabe "ler" pensa que "ele não está ali. Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.

O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluidos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato é um monge portátil à disposição de quem o saiba perceber. Monge, sim, refinado, silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado. 

 O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante , à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas.

 O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção. Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação, quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. 

 Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato! Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos.

 Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata. Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo. 

 O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo.

 Lição de saúde sexual e sensualidade. 

 Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias.

 Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal. 

 Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. 

 Lição de salto. 

 Lição de silêncio. 

 Lição de descanso.

 Lição de introversão. 

 Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra.

 Lição de religiosidade sem ícones. 

 Lição de alimentação e requinte. 

 Lição de bom gosto e senso de oportunidade. 

 Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências.


O gato é uma chance de interiorização e sabedoria posta pelo mistério à disposição do homem."

                                                                             
 -- Artur da Távola 



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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Pedintes na Internet






Uma das coisas que mais me deixa triste quando saiu de uma sessão de cinema a noite, é ver uma mãe com uma criança de meses no colo pedindo uns trocados.

 Não me incomoda a mãe, a criança ou a situação em que eu me encontro, mas a situação em que se encontram aqueles dois seres humanos, tantas pessoas na nossa cidade, país, mundo. E isso me faz pensar na miséria batendo na nossa porta todo dia sem podermos fazer nada a não ser dar um trocado ou pagar um salgado de vez em quando... Isso quando não ficam as duvidas se aquela criança é mesmo filha daquela mulher, porque uma mãe carregar uma criança de colo e a manter acordada na rua àquela hora da noite é estranho, pra dizer o mínimo... Mas não vou entrar nesse mérito aqui.

 Vivemos num mundo de miséria, de desconfiança, de diferenças sociais que não se escondem mais apenas nos bairros afastados. Ela bate na sua cara todo dia, toda hora.

 Você sai do cinema, depois de uma tarde de razoável conforto e diversão (quisá algumas compras) num shopping e dá de cara com a realidade que te sufoca, te faz sentir um pouco culpado e até inútil em pensar que não pode mudar o mundo sozinho, não pode mudar nem a situação daquela mãe (se é que ela é realmente a mãe) ou daquela criança.

 É triste e frustrante...

 Depois de amargar um pouco a respeito, chega a sua casa e senta diante do PC pra conferir seus e-mails, olhar as indiretas do twitter, as fotos nonsense (ou de comida *O*) no tumblr, verificar a poluição visual do seu facebook... e dá de cara com um outro tipo de pedinte: O pedinte da internet.

 Completamente diferente dos pedintes de porta de shopping/do sinal de trânsito, esse pedinte não desperta compaixão e nem reflexão sobre o mundo, desperta apenas uma irritação repetitiva.

  O pedinte da internet é aquele cara que te segue no twitter sem você pedir e do nada vem dizendo: te sigo, me segue de volta?

 ...Não e nem te pedi pra me seguir.

 Ou ele vem no seu Deviant Art, elogia os seus trabalhos e logo após deixa a pérola: visita minha galeria?

 Ô coisa chata!

 No meu caso, por escrever algumas coisas de vez em nunca, encontro no caminho virtual pessoas que nunca vi de perto, nunca travei diálogo de mais de duas ou três frases, me pedindo ‘pra dar uma lida nesse roteiro e dizer o que eu acho’...

 Pessoas, por favor... não existe isso de ‘dar uma lida no meu roteiro’ pra quem não é seu parente ou amigo ou editor. Simples assim.

 Ler é algo que fazemos por trabalho, por prazer ou por obrigação, nunca por favor. A leitura precisa ser motivada por no mínimo curiosidade e pedir, do nada, que alguém que não te conhece leia o seu roteiro (por mais excelente que seja não estou falando de qualidade aqui) não vai despertar o interesse e nem a curiosidade da pessoa.

 É o mesmo que pedir pra um desenhista fazer um desenho seu de graça. Irrita e ofende pensar que a pessoa não tem mais nada pra fazer a não ser ler um roteiro/fazer um desenho e dizer o que acha.

 Se quiser ler o seu roteiro, depois de falarmos sobre ele (e isso se você for um conhecido meu pra essa conversa surgir) eu mesma vou pedir.

 Aí muita gente vai dizer que sou grossa, ok. Tudo bem se quiser me chamar assim, mas aproveita e chama também aquele seu amigo médico pra te fazer um check up rapidinho e dizer o que acha. Pede pro seu amigo contador pra cuidar do seu imposto de renda e dizer o que acha.

 Não dá, né?

 Povo acha que trabalhar com arte dá pra quem está em volta, observando, passe livre pra pedir favorzinhos, já que, ah! É rapidinho...

 Enfim... temos também o pedinte de retuites no twitter. Ahhhhh, esses me irritam ainda mais!

 Comentei a respeito disso no meu twitter essa semana, mas vou repetir aqui: Amiguinhos, entendam que RT não é favor, não é obrigação, não é camaradagem, é vontade ou no máximo uma cortesia.

 Sou o tipo de pessoa que dá RT em coisas que acho interessante, como uma frase, um link pra alguma curiosidade/informação/imagem. Algo que me motiva a compartilhar pra meia dúzia de gato pingado que se interesse em ver.

 Não ligo à mínima se o meu RT vai dar mais ‘fama virtual’ pra quem foi retuitado, até porque não tenho tantos seguidores nem sou figura famosinha de internet ou de sei lá o quê. Dou RT pra divulgar ou dividir.

 Algumas vezes dou RT em links de amigos pessoais ou de profissionais que tenho algum contato, conhecidos embora não amigos. Nesses casos só faço quando acho que vale a pena.

 Quem me conhece sabe que não sou o tipo de pessoa que gasta elogio como quem assua o nariz no resfriado. Eu só elogio algo quando gosto mesmo, odeio puxar o saco e detesto que puxem o meu. Sempre digo (e repito) que o ‘elogio faz o bom melhor e o mau pior’.

Geralmente o meu elogio é só ‘muito legal, legal, ficou maneiro, lindo...’, algo assim. Não é frieza é simplesmente meu jeito de dizer as coisas. Claro que com outros amigos eu cito o trabalho da pessoa com frases como ‘caraca! Tu viu o desenho da fulana?! É uma vaquinha nojenta mesmo! Tá lindo!!!!’, mas isso é com segundo, terceiros ou quartos, nunca fico completamente ‘fangirl’ com a pessoa em si.

 Isso já me gerou problemas do tipo: ‘você não fala nada dos meus desenhos, dos meus dolls, do meu blablabla’. E honestamente? Não falo mermo, não sou de dar festa em elogio.

 Mas ok, no tw dou RT pra trabalho de amigos que acho que valem a olhada, lida, visita e essa é também uma das maneiras de elogiar o esforço, arte da pessoa.

 Então, vem aquele cidadão com quem trocou meia dúzia de palavras no twitter, vê que você deu RT em alguém e pede: ‘Visita meu blog? Retuita por favor? Divulga pra mim?

 ...

 Vou explicar o que faço nesses casos:

 1 – Entro no link
 2 – Vejo se vale a pena
 3 – Decido se vou dar RT ou não

 São sempre esses três passos.

 Se eu decidir não dar RT numa próxima vez que a pessoa pedir, já conhecendo o seu trabalho ou o seu estilo, não me dou nem ao trabalho de olhar o link e nem respondo ao RT.

 Se eu decidir dar RT é que as coisas tendem a virar um círculo chatinho. Por quê? Porque o pedinte de internet tem mania de esmolar RT sempre.

 Ok, vai lá. Digamos que o link seja realmente interessante e valha a pena, mesmo assim tem coisa mais chata do que gente que só vem falar contigo pra pedir algo?

 Posto no meu blog de doll, nesse blog pessoal, meu DA, meu site, curiosidades diversas em links e posso contar no dedo quantas pessoas me dão RT!

 E garanto, é menor do que o número de pedintes de RT. Aliás, alguns dos que mais pedem nunca me deram um RT até hoje.

 Entendam, não estou pedindo que retuitem nada meu, se fosse o caso, mandava o pedido da mesma maneira que me mandam. O que estou dizendo é:

 Retuite é uma cortesia e o mínimo que se espera é que a devolvam.

 Não peço RT de desconhecidos, então, quando me pedem o mínimo mesmo que podem fazer é retribuir o gesto.

 Claro que muitos podem dizer: ‘ah, mas não curto as coisas que você publica’

 Aham, justo. Mas me respondam: Quem disse que eu curto tudo o que me pedem pra retuitar e que retuito por valer a pena?

 Não é porque não gosto de certas coisas que outras pessoas não vão gostar, certo?

 Por favor, que fique claro que to falando de artigos que não ofendem a moral e bons costumes de ninguém, to falando de coisas como gadgets, por exemplo, que não sou tão chegada, mas posso achar interessante dividir com as pessoas que possam ser.

 O resumo é: Não fiquem pedindo esses favores toda hora e se pedir, como no caso do RT, e por cortesia alguém o atenda, demonstre gratidão a resposta ao seu pedido e faço o mesmo.


 A máxima de ‘faça pros outros o que quiser que façam pra você’ vale o mesmo pra internet no meu caso e se não é o seu, não precisa nem me pedir RT, porque não vou te dar.


 Fran Briggs

*PS: E obrigada a todos que me dão RT me pedindo ou não algo antes. :P



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Manias





 Estava ontem conversando com a minha amiga Anna e contando mais algumas de minhas manias pra ela, o que me fez ver que tenho umas bem esquisistranhas, mas que não tem? ^^’

 É como dizem ‘de perto ninguém é normal’... Na verdade todos temos algumas manias, alguns em menor grau, outros acabam se tornando escravos delas e quando se dão conta estão com TOC.

 Aliás, coisa que me irrita é nêgo que fica o tempo todo dizendo que tá com TOC. ‘Ai eu tenho TOC disso, ai eu tenho TOC daquilo’.

 Filhinho, TOC não é uma mania, TOC é um TRANSTORNO.

 Pára de dizer que tem esse problema como se isso fosse o máximo porque não é.
Pessoas que sofrem com esse Transtorno levam uma vida pela metade, são geralmente ansiosas e deprimidas, pois dependem de alguns, ou vários, rituais pra conseguir alguns minutos de paz mental. Se você não tem esse problema comprovado por um médico e se não se medica por causa disso, quieta o facho.

 Porque TOC não é divertido e não te dá status, então cala a boca e se conforma que tu só tem umas manias tão ou mais idiotas que as minha.


 Voltando a mim, vou listar aqui algumas das mais idiotas:




 -- Mega/Magnum ou qualquer sorvete com cobertura crocante de chocolate;

 Eu nunca, nunca mordo o sorvete com casquinha e tudo. Nunca. Me dá gastura. ><’

 Aquilo se quebra todo, afunda no creme precioso e delicado de dentro, cai na roupa... no chão, é uma desgraça!

 Eu primeiro como TODA a casquinha de fora, com muuuito cuidado pra não quebrar e ‘macular’ o creme e somente depooois eu como o recheio, sozinho. :3

 Por isso odeio quando me pedem uma mordida desses sorvetes. ;3;


 -- Camarão;

 Ritual: Primeiro o rabinho (sim, eu como o rabinho do camarão :3), o rabinho primeiro porque é mais durinho e pode machucar a boca.
Depois as patinhas, aquele formato em arco que o camarão fica quando é frito facilita esse processo de comer as patinhas, porque tem o formato certinho da sua mordida!

 E por ultimo, como a casquinha (porque também não tiro, gosto muito, nham nham!!) e então... o grand finale! O corpinho dele. Macio e suculento. <3

 Cada camarão leva alguns segundos pra ser comido, claro...


 -- Arroz, feijão, carne, salada;

 Nada pode acabar antes, nada! A não ser a salada.

 Se o arroz ou o feijão acabar antes da carne... sinto alguma coisa muito errada faltando no prato. E vice-versa. Então eu como observando se tá tudo acabando em seu devido tempo... OO’


 -- Livros;

 Sempre leio a última página antes de começar o livro. Gosto da sensação de não saber lhufas do que estão falando lá na frente e conforme vou lendo, encaixando na minha mente tudo o que ocorreu até chegar naquele final que li. :3


 -- Louça suja;

 Nunca tomo café se tiver loca suja na pia. Nunca. Me tira do sério comer com aquele mundo de louça me encarando e dizendo: Você vai acabar de comer logo porque eu preciso ser lavada!!!

 ARFGHT!



 -- Cama;

 Eu... às vezes levanto cedo e... arrumo a cama... e deito de novo.

 É uma mania tipo... ok. Não é normal. Mas...

 ...Mas continuar deitada no lençol todo amassado me deixa doente!!! Eu gosto de sentir aquela coisa lisinha quando deito... a sensação de cama arrumada que você tem quando se deita... ahh, a glória! X3

 Então é assim, eu levanto, eu arrumo a cama e eu deito devagariiiinho de novo, pra não bagunçar nada do lado vago que o Gui outrora estava antes de levantar.


 ...Viu? Eu disse que de perto ninguém é perfeito!

 Ok, essas são umas das minhas manias, eu sei que devo ter várias, algumas divertidas, outras irritantes e quem sabe poucas que nem eu mesa percebo?

 Mas... é como se não fazer essas coisas exatamente desse jeito me deixasse fora do eixo, como se pudesse esquecer algo que devia fazer naquele momento.


 ...Talvez... eu precise de um médico. Oo


 Talvez você também precise. X´D


***

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Esteira, Cilios e Disney



 -- Recomecei a fazer meus trinta minutos diários de esteira.

 Toda vez que penso em me exercitar nela me dá preguiça mental porque a bichinha fica num cômodo fechado na área de serviço e é monótono ficar olhando pras paredes, mesmo com o Ipod no ouvido enquanto caminho/corro.

 Então compramos um desses aparelhos compactos que lêem/ exibem DvDs e enquanto caminhava fiquei assistindo (de novo) A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça.

 Meu! Como amo o filtro, fotografia e o clima desse filme! Consigo sentir o frio do lugar... o cheiro de umidade!

 E como riu da afetação do Ichabod Crane! XD

 No final o tempo da esteira passou mais rápido que o comum, acho até que dá pra prolongar mais alguns minutos nos próximos dias. OO/


 -- De uns tempos pra cá percebo uma maior incidência de queda dos meus cílios e não sei ao que atribuir isso.

 Na real? Me irrita MUITO sentir a porcaria do cílio furando os meus olhos!!! E não adiantar tentar tirar o pêlo disgramento como se tira remela, pelos cantinhos dos canais lacrimais, porque a porcaria corre pelos olhos!!

 E arde, cutuca, inferniza mais!! Sem falar que um oftalmo ficaria maluco comigo se soubesse de tal agressão aos olhos, não podemos ficar cutucando eles, né?

 Mas os cílios naãão entendem isso...

 Pra terem uma idéia passei DOIS dias com uma desgraça de um cílio dentro dos olhos, o infeliz se alojou entre o globo ocular e a pálpebra! Tive que usar colírio pra ver se a miséria saia e nada! Hoje de manhã, quando fui lavar o rosto que finalmente consegui tirar o maldito, mas com um detalhe: Ele não saiu direito. Ficou ali, pertinho da entrada pra cair dentro mais uma vez! Só percebi quando olhei no espelho.

 DESGRAÇADO!


 -- ...Eu amo dormir. Meus amigos e minha família sabem muito bem que uma das coisas que mais amo no mundo é dormir quando estou com sono.

 Por isso sempre que tenho que acordar com a bexiga cheia pra ir ao banheiro fico bolada. Porque antes de finalmente acordar a gente sempre tem aquele sonho maravilhoso de que já está pipizando! E aí, acidentes muito constrangedores podem acontecer!

 E quando não acontecem (graças ao nosso bom Deus), tu acorda com a bexiga gritando pra ser esvaziada... chega a doer!

 Aí, se desloca feito um zumbi com a cara inchada e zóio remelento, entre acordado e dormindo, arrastando os pés pelo chão frio até o trono libertador.

 ...Problema é conseguir pegar no sono de novo. D:




 -- Ontem eu tava assistindo um documentário sobre a Disney e a crise que passou durante uns anos com o 2D.

 Me emocionei vendo como foi concebido A Pequena Sereia, o trabalho dos animadores numa maratona maluca e forçada, com reuniões em pleno domingo às oito da manhã, sem terem tempo nem pras suas famílias mais!

 Fiquei pasma em saber que o IMBECIL do Katzenberg quase tirou a musica ‘Part of your World’ do filme por causa de uma apatia contornável de umas crianças durante uma apresentação prévia e não finalizada do longa!








Esses caras só tem cifrões na cabeça mesmo! ¬¬

 Em contra partida, achei fofo demais um animador, o que animou a Ariel, dizendo que quando ouviu a musica sentiu no coração dele que TINHA que animá-la! ;3;

 Em seguida eles falaram de a Bela e a Fera.

 A introdução do filme, a cena de abertura, seria totalmente diferente e ele não foi idealizado como musical! Depois de umas mudanças eles correram pra transformá-lo em um!

 Howard Ashman, que compôs as musicas de A Bela e a Fera (o mesmo de A Pequena Sereia, que foi quem deu a idéia do Sebastian ser jamaicano) estava com AIDS... ele morreu no hospital um pouco depois de saber, pelos animadores e o companheiro compositor, que a exibição prévia de A Bela e a Fera em Nova York havia sido um sucesso...



 Se já me emocionava quando pensava/assistia esse longa, depois de saber os bastidores então...

 Aliás... com O Rei Leão é a mesma coisa! E foi mais um longa do qual falaram!

 Não tenho como explicar em palavras o que senti vendo, aos 14 anos, o Rei Leão!

 Lembro que fui assistir por falta de opção mesmo, já que queria ver O Parque dos Dinossauros, mas minha irmã não estava a fim de ver ‘um monte de dinossauros correndo pra lá e pra cá’. XD

 Então, a opção foi O Rei Leão... gente! Como chorei! Como NÓS choramos!

Naquele momento senti que queria trabalhar com arte, de alguma maneira! Bom... eu queria ser desenhista, mas medíocre que sou, tive que correr pras letras! XD



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 Pensando bem... nem devia ter visto O Rei Leão. Se não fosse por ele, seria uma médica, advogada, contadora... e não uma roteirista sem apoio ou futuro nesse país.


 Hakuna Matata o escambau!!! ¬.¬'